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quinta-feira, 6 de março de 2014

Ágape e eros: dois caminhos.

 (...) A semelhança e a diferença entre ágape e eros. Ambos são fruídos numa doação. Mas no ágape a doação pode ser repetida, renovada, e sempre em busca de um novo recipiente, ao passo que em eros a doação se concentra no outro, é zelosamente retida até o momento certo e dada somente sob a condição da mutualidade. Enquanto a caridade nada pede em troca, o amor erótico dá apenas o que visa receber. Daí o fato de eros ser restringido pelo ciúme, ser infinitamente vulnerável à rejeição e precisar se proteger com a vergonha.

"Em todos os locais por onde passamos no nosso deslocamento entre redutos semidestruídos encontramos sofrimento: mudo, desamparado e quase sempre terminal. E por toda parte, em torno desse sofrimento havia os braços do amor.
Ali, a palavra "testemunho" está constantemente nos lábios das pessoas. A influência é  menos grega do que árabe- Shahada sempre esteve na mente dos muçulmanos e foi adotada pelos vizinhos cristãos, embora não com o sentido amplamente conhecido. Pois não se dá testemunho da fé cristã anunciando-a, e ainda menos matando inimigos. O testemunho é dado com obras de caridade e com o perdão. Nada no mundo pode realmente superar a beleza dessa ideia (...)
Eu havia testemunhado o amor descendente, que Paulo chamou de ágape, e ele me deixara incomodadamente fascinado. Até aquele momento era o amor ascendente chamado eros que dominado minha vida. Eu estava sendo levado para uma nova dimensão(...) A ideia em que se baseia o testemunho cristão: a ideia de que tudo, inclusive nos mesmos, é uma dadiva. As irmãs de caridade tinham uma mensagem de extrema simplicidade: você recebeu muito, mas o que tem dado em troca?"

Falar de amor é fácil, mas vivenciá-lo em seu sentido real é o que nos falta.

Fonte-Livro Bebo, logo existo. Scruton.

Beijomeliga!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Biblioteca Britânica expõe manuscritos de Lewis Carroll


A Biblioteca Britânica, em Londres, expõe até setembro uma série de manuscritos e documentos literários desde o século 15 até o século 21, de autores como Lewis Carroll, William Blake, Virginia Woolf, Ted Hughes e Neil Gaiman.
Com mais de 150 manuscritos, incluindo inéditos enviados pelos autores de outros continentes, a exposição também traz gravações de áudio, vídeos, cartas, fotografias, letras de músicas e desenhos que compõem a influência do Reino Unido no campo artístico mundial.
Entre os destaques, está o manuscrito de “Alice’s Adventures Under Ground” (As Aventuras de Alice no Subterrâneo), primeira versão escrita a mão por Lewis Carroll em 1865.